VÃO A MERDA!!!

“Vou-me embora para “Pasargada, onde lá, sou amiga do Rei.”
Nesta madrugada como sempre aguardo o galo cantar, e os pássaros chegarem, mas minha mente, meus sentidos e o dedilhar das teclas, não escreverão sobre eles, pois estão aborrecidos e na verdade enfarados com este sistema político social, criados e mantidos escrotamente pelos humanos, onde cada qual a seu modo e especificidade, mantém vergonhosamente toda esta safadeza de convívio, onde não é mais possível distinguir-se com precisão o certo do errado, o ético do antético, da moral e do imoral e por aí vai, em uma parafernália explosiva de resgates históricos, sem qualquer base de sustentação, onde os deveres deveriam ser inspirações, assim como estímulos para conquista dos benditos direitos, formando-se então, correntes fortes e resistentes ao combate das inadequações visíveis e malévolas a todos.


Especificamente, neste instante, escrevo sobre a violência que tanto clamamos e tanto a ela nos subjugamos, como se não fosse nossa a obrigação de combate-la, no entanto, optamos por puro resguardo fajuto de interesse pessoal, acreditando que as merdas que batem nas portas alheias, não nos atingirão.
Somos estúpidos e sem qualquer maior real empatia, com nossas vidas e com os demais a nossa volta.
Falo e escrevo com a dor de quem passou uma vida inteira, tentando criar mecanismos de combate à violência, no estímulo que enxergava nas poderosas armas das artes e dos esportes, como caminhos de baixo custo, mas palpáveis de proteção aos nossos jovens, plantando em cada um deles, a bendita autoestima, mas nada conseguindo de real apoio daqueles que tudo podiam e verdadeiramente nada faziam a não ser, colherem os frutos de um povo idiotizado em sua maioria, marginalizado.
Na Ilha de Itaparica, assim como numa infinidade de outros locais pequenos e bucólicos de nosso Brasil continental, existe um sem número de comerciantes e autoridades estabelecidas que ostentam suas glórias comerciais e políticas e que a cada quatro anos, distribuem como forma de poderoso investimento de seus negócios, milhares de reais para elegerem políticos em sua maioria, pessoas meias bocas de qualquer capacitação pessoal e profissional, mas incapazes são de manterem uma associação Comercial que se tornasse forte no combate a gaiatice da administração pública, assim como, em sua maioria, até vez por outra, em momentos também de interesse comercial, apoiam com verbinhas, trios elétricos, confecções de camisas com seus slogans impressos, doações pontuais de cestinhas básicas, mas são incapazes de adotarem uma iniciativa social séria que, verdadeiramente viesse a proteger os nossos jovens, preferindo pagar seguranças pessoais e comerciais a investirem no material humano.
Quanto as gestões, eu precisaria de muitas laudas para descrevê-las nas suas incompetências administrativas, assim como precisaria de um enorme saco e de pinicos, afim de poder vomitar os muitos argumentos rasteiros dos defensores pagos com o erário público.
Meu sentimento é de tristeza por saber que se todos se unissem na busca e manutenção do material humano na sua fundação de base e no desenvolvimento deste e da sustentabilidade familiar, não se estaria vivenciando, tantos horrores perante os céus.
Se cada um de nós, dentro dos nossos recursos pessoais, fosse de competência, financeiro ou intelectual, se dispusesse a doar um pouco que fosse, a violência não seria a senhora déspota que se apresenta, não viveríamos todos como reféns de um crime organizado e mantido pela sordidez humana.
Portanto, mando a merda sim a todos que dizem amar sua terra, que batem no peito e se dizem honesto, que dobram os joelhos e se mostram crentes, mas que as escondidas abraçam a indiferença do Diabo como suas prioridades.
A quem busque fama, dinheiro e representatividade pessoal, mas há também aqueles que por motivos de sensibilidade humana, busquem tão somente, apoio, para desenvolverem seus mecanismos de combate a dor que a violência de todos os níveis é capaz de promover.
Chegamos a tal ponto de devaneios sociais e desvios de conduta, no que me incluí em algumas ocasiões, abusos verborreticos nos palanques, nas redes sociais, nos meios de comunicação, nas instituições dantes respeitadas, jogando por terra a lógica obvia de bem pessoal e comum e como vampiros já não reconhecemos as distinções, pois por todo o tempo, buscamos apenas compensações.
E não me venham falar de amor ao Brasil ou da nossa cidade, porque de amor nada sabem…
E não me venham falar de honestidade, do certo e do errado, se tudo que entendem são dos benefícios que podem auferir, nesta ou naquela situação.
Então vão a merda os senhores que ostentam suas merdas de poderes…
Seus lixos de vidas douradas, suas insensibilidades.
Eu tentei, ah! Como eu tentei!…
E por ter tentado e tentado e tentado e até em algumas vezes ter provado do gosto das tentações, hoje tenho dignidade frente a tantas quedas e esfolamentos pessoais de dizer com a alma livre: Vão a merda…