UM SER POLÍTICO

Para Sócrates, o pensamento crítico ou racional era essencial.
“Junto com Platão e Aristóteles, Sócrates é um dos mais importantes nomes da filosofia Ocidental.
Para alguns estudiosos, seu método, tem como princípio o conhecimento em vez da mera transmissão de ideias. Estudiosos indicam que, ao afirmar sua ignorância sobre qualquer assunto, ele demostrava sabedoria.
Especialistas atribuem a Sócrates a criação de uma das mais importantes figuras de linguagem: a ironia.
O método é estabelecido ao se interrogar o interlocutor com uma série de perguntas até que surja uma contradição, invalidando a suposição inicial, restando ao interlocutor como saída da indecisão, praticar a maiêutica, que nada mais é que a arte de abrir a própria visão, afastando a simples opinião e abrindo espaço para o conhecimento pleno”.
**Na minha opinião pessoal, o melhor e mais completo método de ensino, pois estimula a mente e propicia maior capacidade interpretativa e jogando por terra o abusivo e negativo: eu acho, por esta razão, é verdade.
Então, após esta informação que embasou a minha busca pessoal de amplitude de conhecimentos, passo para o meu raciocínio e consequente entendimento do que faz de um ser humano, um ser político completo e preparado para atrever-se a buscar cargos públicos de comando ou fiscalização, que exigem dele, senso profundo de observação e espírito crítico, além da sua suposta vocação.
Não basta ter-se boas intenções, querer mudar o atual quadro de governantes ou, o que é mais grave, buscar uma carreira como fonte de realização pessoal.
Torna-se necessário um conhecimento profundo da realidade existente, assim como a capacidade em criar um plano prático para ser implantado para que mudanças se operem, dentro das também dificuldades e, portanto, realidades existentes, nas muitas áreas que uma administração pública apresenta.
Conhecer a intimidade das diferentes apresentações sociais é ponto chave, para a partir delas, traçar-se caminhos próprios de formação de ideias, buscando-se acomodar sempre que viável os ideais.
Politicagem não é fazer uma política séria e respeitosa. É tão somente, um velho método, caminho confortável para que absolutamente nada se altere, e que, a maioria esmagadora adota ao se dispor a se candidatar a algum cargo público.
Agora, se unir a falta destes predicados à incapacidade de ler e interpretar uma lei, um parágrafo constitucional, aí, é que o bicho pega, assim como a perpetuação da absurda miséria que assola pequenas, médias e grandes cidades de qualquer país deste mundo de meu Deus.
Os estudos acadêmicos, realmente, não necessariamente formam um ser humano respeitável e produtivo, mas com certeza, amplia a sua visão de um ser naturalmente político e responsável pelos seus “achismos”, qualificando-o a pelo menos entender o cargo que ocupa e as responsabilidades oriundas dele, o que em cidades maiores e mais diversificadas, esta premissa não corresponda à dura realidade, já que usam seus conhecimentos para ampliar suas vantagens pessoais modelando-se nos padrões previamente utilizados.
Ou seja, se ficar o bicho come, se correr o bicho pega. Todavia, não podemos desanimar e a contínua luta em levar esclarecimentos aos demais é, e será sempre, a grande arma transformadora dos esclarecidos em relação as infinitas mentes sufocadas pela mesmice.
Observem o nível educacional formal no seu universo político das câmaras e, certamente, poderão compreender as imensas limitações, quanto, as suas atuações pessoais que, ou se tornam tímidas e inexpressivas ou abusadamente espalhafatosas, mas ambos sem resultados que tragam benefícios reais para o povo que o elegeu, quando muito, em pequenos redutos que os mantém carreiristas políticos, em detrimento da grande maioria que o mesmo representa, numa medíocre representação da falta de visão universal..
“EDUCAR SEMPRE”.
Esse é o meu legado que deixo para este povo maravilhoso que me acolheu com profundo respeito e carinho.

Regina Carvalho, carioca, professora,
publicitária, filósofa social e colunista,
membro da Academia de Letras do Recôncavo.
Natural do Rio de Janeiro. 39 anos da vida dedicados
a escrever em jornais de Minas, Brasília e Bahia.
Locutora e diretora da Rádio Tupinambá, FM – Itaparica
e editora do Jornal Variedades – Itaparica – BA.