Nova resposta à senhora Prefeita

Matemática, ciência complicada.

A matemática é uma ciência exata, o que difere é a forma em aplicá-la.
Sou sabedora da complexidade da obra de restauração da Rua do Rio, todavia, a citamos como fonte de referencia de todo um complexo de ruas que nela desemboca e que foram bandeiras eleitoreiras por décadas, consumindo milhares de reais em limpezas necessárias, mas absolutamente paliativas.
Levando em consideração os custos apresentados nas obras de calçamento apresentadas por esta questão, somei-as e atrevi-me a palpitar a respeito da possível obra da Rua do rio, que não foi realizada e a cobra-la da senhora Prefeita.
Mais uma vez, fico feliz pela consideração da mesma em responder as demandas por mim apresentadas, e que, representam o sofrimento de centenas de pessoas que esperavam da senhora gestora, um olhar mais direcionado a uma solução mais rápida e eficiente de um problema, pra lá de histórico.
Mas tudo bem, fazer o quê, não é mesmo?
Afinal, distante do cotidiano do funcionamento burocrático de uma gestão pública, tornamo-nos ignorantes à respeito, nos limitando a apenas cidadãos, só nos restando confiar nos números matemáticos apresentados e nas argumentações explicativas,que jamais, infelizmente, batem a favor de nossos mais profundos sofrimentos.
Salvo em alguns casos específicos, onde haja a interferência externa ou interna de alguma figura representativa que traga recursos ou promova política de barganha.
Coisa da política brasileira que, ao longo da vida registrei, mas que por idealismo, jamais concordarei.

COMUNICADO
Em resposta a prefeita Marlylda Barbuda, quando de sua fala, onde citou meu nome em entrevista no canal na boca do povo em 25 de maio de 2020.
*A questão é exatamente essa, pois a senhora elegeu-se prometendo eliminar os problemas históricos. Se a rua do rio fosse seu sonho de restauro, certamente em Três anos e meio, teria conseguido destinar recursos para arrumá-la. Teria ido na Ilha verde e na maioria dos outros bairros, historicamente esquecidos amenizar os transtornos daquelas pessoas, teria exigido mais de uma empresa de lixo que leva da cidade uma fortuna mensal e não conseguiu colocar reservatórios adequados em todos os pontos de lixo e muito menos manter uma coleta contínua, eficaz e programada que não fosse nas avenidas principais e pontos estratégicos aos próprios interesses, também, teria acompanhado mais de perto infinitas demandas visíveis e palpáveis que tanto martiriza o dia a dia de seus moradores. É claro que seria injusto esperar soluções mágicas totalitárias, além de não reconhecer as obras e ações realizadas, tanto assim que desde o início de sua gestão, fosse por que meio fosse, realcei cada uma delas, dando-me também ao direito de como cidadã e comunicadora, cobrar as obras esquecidas. Todavia, querendo a senhora admitir ou não, jamais esta cidade recebeu tanto dinheiro e jamais também foi tão perdulária na escolha de suas prioridades para a aplicação dos mesmos. Resumindo estou feliz por ter citado meu nome, afinal, minhas reivindicações não se perderam ao vento. Este é um ano eleitoral e não seria eu a pessoa a criar polêmicas que de alguma forma viesse a me beneficiar ou a quem quer que seja. Minha forma de atuar na sociedade e na política sempre foi séria e respeitosa e não inclui disse me disse, baixaria, polêmica e tão pouco inverdades. E quanto ao fato de só ter comparecido a uma prestação de contas no primeiro ano de sua gestão é que tenho de profissionalismo e experiências com infinitas outras gestões, mais tempo que a senhora tem de vida pessoal e pública juntas e posso lhe garantir que conheço a fórmula repetitiva e sempre muito bem elaborada de suas apresentações, o que em hipótese alguma, justifica acusações infundadas e levianas, assim como as ações nunca realizadas, os preços absurdos que são pagos, os gastos desnecessários, inclusive, as consultorias milionárias. A diferença entre eu e a senhora e os demais políticos eleitos no antes e no agora, é que eu sou uma cidadã comum que ganhou o respeito pelo profissionalismo, pois, só falo e escrevo o que vejo e ouço, pois, nada tenho a defender de pessoal, além da indignidade de minha rua e bairro. Fique com Deus e obrigada por ter lido as minhas crônicas.

Regina Carvalho, carioca, professora,
publicitária, filósofa social e colunista,
membro da Academia de Letras do Recôncavo.
Natural do Rio de Janeiro. 39 anos da vida dedicados
a escrever em jornais de Minas, Brasília e Bahia.
Locutora e diretora da Rádio Tupinambá, FM – Itaparica
e editora do Jornal Variedades – Itaparica – BA.