A HUMANIZAÇÃO QUE CURA E AMPARA

Estou aqui pensando o quanto aos poucos fomos esfriando os nossos relacionamentos, inclusive no seio de nossas famílias, retrocedendo na história, onde o toque, era puramente formal, sem trocas de afetividade e aí, penso num profissional incrivelmente humano que ao aguardar a minha vez de ser atendida por ele, no HGI, pude observar sua elegância e carinho com cada paciente que estava aguardando ser atendido por ele.

Primeiro, elegantérrimo, na sua sempre simplicidade, ele ia até a porta, chamar e buscar o paciente com um sorriso amistoso e um enlaçar nos ombros, demonstrando um enorme amparo, geralmente em pessoas idosas ou visivelmente acamadas.

Isso aconteceu a cerca de quase duas décadas e dali em diante, ele foi o meu parâmetro avaliativo de um sem número de profissionais médicos que infelizmente ao longo dos anos, além de perderem consideravelmente suas qualificações profissionais, abarrotando o CRM de queixas e denúncias das mais variadas, assumiram uma postura de importância pessoal, pra lá de fajuta, o que foi lamentável.

O pior disto tudo é que esta frieza expressiva, deixou de curar antes das feridas expostas, as dores do sofrimento, deixou de amparar a visível solidão que a dor física causa em cada pessoa, seja ela de qual nível social for, deixou de acolher um apenas ser humana em busca se não da cura, pelo menos do consolo, além de conhecerem o corpo humano, podendo com segurança atenderem as infinitas mazelas que o mesmo pode apresentar.

Benditos médicos de família que as faculdades já não preparam mais.

E aí, este meu texto eu dedico carinhosamente aos Drs. Jorge Lima e Robson, duas referências de profissionais médicos de Itaparica, muito respeitados e queridos por todo aquele que por eles foram atendidos, fosse no hospital ou nos postos de saúde, como no caso de Dr. Robson, no Alto das Pombas, que atendia minuciosamente cada paciente, oferecendo antes de tudo a bendita atenção.

Particularmente, ao logo destes anos, só posso agradecer todas as atenções que dispensaram a mim e ao meu Roberto, lamentando que nem sempre as autoridades locais, souberam valorizar tais profissionais, dando a Cesar o que por direito e competência era de César.

OBS. Peço desculpas por não ter em mãos uma foto do prezado Dr. Robson.

Antes, o nosso HGI  era assim👇👇👇👇👇