Brasileira que mora com o filho em cidade da Ucrânia relata tensão após ouvir explosões

A brasileira Fabíola Ribeiro, trabalhava em um centro comercial, na manhã desta quinta-feira (24), quando ouviu barulhos altos de explosões, na cidade de Odessa, na Ucrânia.

Ela conta que a tensão tomou conta do local e as pessoas chegaram a acreditar que o ataque, que aconteceu em uma base próxima, tinha acontecido no prédio.

Rússia invadiu e atacou regiões ao sul e norte do território ucraniano, nesta madrugada. Fabíola Ribeiro, de 39 anos, nasceu em Salvador e mora na Ucrânia há 11 anos. Ela é dançarina e mãe de Artur, de 7 anos.

“Eu fiquei muito nervosa. As pessoas ligam para saber o que está acontecendo, eu não sei ainda o que fazer. Na hora da explosão eu tive uma crise de choro. A primeira foi durante a madrugada e eu não escutei, porque estava dormindo. Quando acordei tinha mais de 300 mensagens”, disse.

Fabíola contou que não tem muitas informações sobre a situação em Odessa, porque a mídia local repercute bastante os ataques que acontecem em Kiev, capital do país. Lá, ela definiu que o clima é de “caos total”.

“O que eu posso falar sobre Odessa é que as pessoas estão dentro de casa, apenas supermercados e farmácias abertas. Hoje quando voltei do trabalho esperei 40 minutos para pegar o ônibus, o que normalmente leva 10”, relatou.

“Ele estava cheio, as pessoas todas no celular olhando vídeos da guerra, sem saber muito o que fazer”.

Fabíola vive com o filho na Ucrânia — Foto: Arquivo Pessoal

Fabíola vive com o filho na Ucrânia — Foto: Arquivo Pessoal

Segundo Fabíola Ribeiro, a orientação é para que as pessoas fiquem dentro das casas onde moram e evitem andar nas ruas. Os ataques têm acontecido nas bases do Exército ou em pontos pertos de locais que disponibilizam internet e rede elétrica.

“A internet aqui fica oscilando bastante. Eles [o governo] evacuaram as áreas próximas dessas bases, porque os ataques não têm ocorrido em áreas residenciais”, disse Fabíola.

A Embaixada do Brasil em Kiev, capital da Ucrânia, também encaminhou orientações para quem está no país.

A recomendação mais recente é de que os brasileiros que puderem se deslocar por meios próprios para outros países o façam o mais rápido possível, após se informarem sobre a situação de segurança local. Quem não tiver como sair, deve entrar em contato com a embaixada por um número de emergência.

Várias saídas das principais cidades da Ucrânia estão congestionadas por causa do fluxo de saída das pessoas que tentam fugir do conflito armado com a Rússia.

“Eu tenho conversado com outras três brasileiras, mas a gente ainda não sabe muito o que fazer. As estradas todas estão engarrafadas, porque todos estão tentando sair do país”, afirmou a dançarina.

“Sei que aqui na Ucrânia tem aquelas abrigos no subsolo para ataques aéreos, mas não sei como solicitar. A embaixada não tem dado muitas informações sobre o que fazer e a gente fica aqui no aguardo, com medo”.

Post Author: Redação

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