De olho no penta, Bahia bate Campinense e estreia bem no Nordestão

A busca do Bahia pelo pentacampeonato da Copa do Nordeste começou com o pé direito. Na tarde deste sábado (29), o Esquadrão bateu o Campinense por 3×1, no estádio Amigão, em Campina Grande. A partida foi válida pela segunda rodada da competição, mas marcou a estreia do tricolor, que teve seu primeiro jogo adiado.

O Bahia abriu o placar com Marco Antônio, mas viu Felipinho empatar no último minuto do primeiro tempo. Na etapa final, o atual campeão do Nordestão fez dois gols em cinco minutos, com direito a pintura de Rodallega e lance em velocidade de Marcelo Cirino, e garantiu o resultado positivo.

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Com o triunfo, o Bahia manteve o tabu de 60 anos sem perder para o Campinense. A última derrota foi em 1962, quando as equipes se enfrentaram no Estádio Plínio Lemos, na Rainha da Borborema, pela Taça Brasil e o rubro-negro venceu por 2×0.

O jogo deste fim de semana, porém, teve cenas lamentáveis do lado de fora do Amigão, com brigas e bombas no entorno do estádio. De acordo com informações do Nordeste FC, obtidas com o comandante do policiamento na partida, torcedores do Treze, outro time de Campina Grande, foram ao local e entraram em confronto com adeptos do Campinense. A confusão chegou a causar a paralisação do duelo no primeiro tempo.

O Bahia agora se prepara para dois clássicos em sequência. Pela Copa do Nordeste, o time enfrentará o Atlético de Alagoinhas, o outro representante do estado na atual edição do torneio. O duelo será no sábado (5), às 17h45, no Carneirão, em Alagoinhas. Antes, o Esquadrão encara o rival Vitória, pelo Campeonato Baiano. A partida será na quarta-feira (4), às 19h15, no Barradão.

Gol do Bahia e empate

O Bahia começou a partida com a maior posse de bola, marcando a saída do Campinense e tentando acionar Raí Nascimento e Ronaldo César na velocidade – mas sem muito perigo. O que se via, na verdade, era um jogo pegado.

O primeiro bom momento do Esquadrão só veio aos 18 minutos. Douglas Borel cruzou e a bola chegou limpa dentro da área para Rezende. Ele cabeceou forte, mas errou o alvo e mandou para fora. O Campinense respondeu na sequência, e por pouco não abre o placar: a redonda sobrou na intermediária para Olávio, que encheu o pé e soltou a bomba, tirando tinta da trave de Danilo Fernandes.

O Bahia não deixou barato e, na saída de bola errada do zagueiro Cleiton, o tricolor recuperou e Daniel foi acionado. Ele encontrou Marco Antônio sozinho, cara a cara com o goleiro Mauro Iguatu. Mas também mirou longe, por cima do gol.

O jogo seguiu com o Esquadrão com maior iniciativa. O tricolor buscar mais o ataque, principalmente pelo lado direito, enquanto o Campinense tinha uma postura reativa, esperando o visitante errar para partir para o contra-ataque.

A estratégia do Bahia deu certo aos 40 minutos. Em cobrança de escanteio, Daniel cruzou para a entrada da área, Ronaldo matou no peito e finalizou mal. Mas a bola sobrou limpa para Marco Antônio, que mandou para o fundo das redes e abriu o placar.

O tricolor ainda podia ter ampliado seis minutos depois, em um bom contra-ataque. Raí Nascimento foi acionado em velocidade, avançou livre e ficou cara a cara com Iguatu. Mas, na tentativa de marcar por cobertura, mandou para fora.

Quase imediatamente depois, a máxima do ‘quem não faz, leva’ entrou em ação. Aos 47, Felipinho recebeu passe perto da área e encheu o pé. A bola desviou na defesa do Bahia e estufou as redes, deixando tudo igual no Amigão.

Triunfo decretado

O gol fez o Campinense voltar do intervalo motivado. O mandante fez pressão nos primeiros minutos do segundo tempo, e quase conseguiu a virada aos 3 minutos. Filipe Ramon cruzou na área e Felipinho testou com força, passando bem perto do gol de Danilo Fernandes.

Depois do ímpeto inicial do mandante, o Bahia começou a se lançar mais ao ataque, mas sem assustar. O jogo passou a ficar mais pegado, com poucas chances claras de gol para os dois lados. O Esquadrão só chegou com perigo aos 26 minutos, quando Rodallega cobrou falta lateral direto para o gol. A bola até foi na rede de Mauro Iguatu, mas pelo lado de fora. 

Se o colombiano não fez ali, deixou o dele aos 39 minutos – e com direito a golaço. Em uma nova cobrança de falta da intermediária, Rodallega acertou o o ângulo e ampliou para o Bahia.

O Esquadrão não parou por aí: cinco minutos depois, Marcelo Cirino recebeu passe à frente, ganhou na corrida com os defensores do Campinense e tocou na saída de Iguatu, garantindo o 3×1 em Campina Grande.

FICHA TÉCNICA

Campinense 1×3 Bahia – 2ª rodada da Copa do Nordeste

Campinense: Mauro Igatu, Felipinho, Michel Bennech, Cleiton e Felipe Ramon (Gabriel Paulista); Rafinha, Serginho Paulista e Juninho (Patrick); Matheus Régis (Emerson), Olávio (Cláudio) e Juninho Potiguar (Iago). Técnico: Ranielle Ribeiro. 

Bahia: Danilo Fernandes, Douglas Borel (Jonathan), Ignácio, Luiz Otávio e Djalma; Patrick, Rezende e Daniel (Lucas Mugni); Raí (Rodallega), Ronaldo (Marcelo Cirino) e Marco Antônio (Luiz Henrique). Técnico: Guto Ferreira. 

Estádio: Amigão, em Campina Grande, na Paraíba;
Gols: Marco Antônio, aos 40 minutos, Felipinho, aos 47 minutos do primeiro tempo; Rodallega, aos 39 minutos, Marcelo Cirino, aos 44 do segundo tempo.
Cartões amarelos: Djalma Silva, do Bahia;
Público: 1.853 pagantes;
Renda: R$ 38.215;
Arbitragem: Luiz César de Oliveira Magalhães, auxiliado por Nailton Júnior de Sousa Oliveira e Wesley Rodrigues Miguel (trio do Ceará).

Post Author: Redação

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