Brasileiros têm voo cancelado de Moçambique por causa da variante ômicron

A variante ômicron, detectada na África do Sul e responsável por um novo alerta mundial, levou companhias aéreas a cancelarem os voos.

“Não estamos conseguindo sair daqui. Agora que a gente pensou que estava tudo normalizando, vamos tentar ir para o Brasil, acontece isso. Já é a segunda vez que estou passando por isso e a gente não tem muita opção. É uma coisa que quando você pensa que está tudo bem, do nada acontece. É algo imprevisível. Não podemos culpar ninguém”, diz Jefferson.

Na segunda-feira (29), passou a valer no Brasil uma proibição temporária para voos que tenham origem ou passagem, nos últimos 14 dias, por África do Sul Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também recomendou ao governo brasileiro a proibição da entrada de viajantes de Angola, Malawi, Moçambique e Zâmbia.

Tania e o marido Jefferson Buffi tiveram voo de Moçambique ao Brasil cancelado por causa da variante ômicron — Foto: Reprodução/EPTV

Tania e o marido Jefferson Buffi tiveram voo de Moçambique ao Brasil cancelado por causa da variante ômicron — Foto: Reprodução/EPTV

Longe de casa

Os brasileiros moram em Moçambique há 11 anos, onde atuam como voluntários de uma igreja para ajudar famílias carentes.

Em 2020, o casal comprou passagens para a família viajar a Ribeirão Preto, mas a pandemia interrompeu o embarque. Um ano depois, a situação se repete e os dois missionários não têm ideia de quando vão poder rever os familiares.

“Iríamos no dia 7 de dezembro e retornaríamos em março. Não temos outra data por causa que os meus filhos estudam, não dá para ir no meio do ano. A gente costuma ir de férias para visitar família, amigos, parceiros, as igrejas que nos apoiam e fazer um checkup. Como nós temos poucos recursos médicos aqui, quando a gente vai para o Brasil, aproveita para verificar a saúde, tudo direitinho”, diz Tania.

Tania, Jefferson e os filhos junto com crianças moçambicanas em projeto missionário — Foto: Arquivo pessoal/Divulgação

Tania, Jefferson e os filhos junto com crianças moçambicanas em projeto missionário — Foto: Arquivo pessoal/Divulgação

Falta de informação

Ela e o marido foram vacinados com a dose única da Janssen. Jefferson afirma que mesmo morando próximo à África do Sul, faltam informações em Moçambique sobre o impacto da variante ômicron.

A troca de informações é feita por meio de grupos de conversas por aplicativo que reúnem missionários em diferentes países.

“Eu tenho receio em relação a essa nova cepa porque a gente não tem uma informação concreta. Uns falam uma coisa e outros falam outra. Nós ouvimos uma médica da África do Sul que falou que não é para gerar pânico, não ficar alarmando que é algo grave, que eles estão tendo contato lá. Nada melhor do que eles. Aqui, aparentemente, é como se não tivesse nada. Entre nós missionários, brasileiros, está normal.”

Post Author: Redação

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