ACM Neto anuncia 30 novos leitos de UTI e detalha distribuição de respiradores enviados pelo governo federal

O prefeito de Salvador, ACM Neto, detalhou em coletiva concedida na manhã desta quarta-feira (10), na Central de Logística do Município, em Campinas de Pirajá, o destino dos 60 respiradores fornecidos pelo Ministério da Saúde.

Vinte equipamentos serão utilizados para dobrar a capacidade de leitos de UTI do Hospital Sagrada Família, no bairro de Monte Serrat. Outros vinte serão instalados na segunda tenda do hospital de campanha do Wet’n Wild, na Avenida Paralela. Os últimos 20 ficarão no Hospital Salvador, no bairro da Federação. De acordo com ACM Neto, a prefeitura assinará contrato com a unidade hospitalar no próximo sábado (13), para a implantação de 30 leitos de UTI.

“A ideia é implantar 20 respiradores no Hospital Salvador. É uma unidade que se incorpora na rede de saúde do município a partir do fim de semana. Fizemos um contrato com o hospital que inicialmente previa o funcionamento de dez leitos de uti. Já estão prontos, com equipamentos funcionando. Esses dez leitos funcionarão com respiradores do próprio hospital. Levaremos mais 20 respiradores para o Hospital Salvador”, informou o prefeito.

Com a distribuição dos respiradores, ACM Neto espera ganhar mais fôlego na taxa de ocupação dos leitos na capital baiana, que atualmente oscila entre 70% e 75%. O prefeito pontuou, no entanto, que alguns hospitais da rede particular já não recebem pacientes, o que pode impactar em um crescimento no número de pessoas atendidas em unidades públicas de saúde.

“Temos hospitais particulares que não atendem mais. A consequência disso é o aumento da demanda na rede pública. Existem planos de saúde com beneficiários que não conseguem mais ser atendidos. Aí, o paciente vai bater na porta do hospital público, no Sistema Único de Saúde. Ninguém pode dizer que o colapso está afastado, que não há risco de saturação. Nossas perspectivas são melhores. A evolução do quadro nos permite ter a esperança de que não vamos presenciar o colapso. Diferente do que vimos em outras cidades do Brasil, onde a consequência inevitável é o aumento de óbitos”, declarou.

ACM Neto afirmou que o Ministério da Saúde pode, no futuro, destinar outros respiradores para a capital baiana. Porém, além dos equipamentos, será necessário reforçar as equipes da área de saúde do município para disponibilizar mais leitos para a população.

De definitivo, existe a informação de que um fornecedor da prefeitura destinará, em comodato, 50 respiradores para que a gestão municipal utilize no combate ao coronavírus.

“Existe a possibilidade de receber mais respiradores. Vamos aguardar para analisar algumas coisas. O respirador é um dos elementos, mas não é o único. Temos outros que são tão importantes como. Temos que ter equipes, médicos com a devida qualificação para fazer a intubação dos pacientes. Não adianta ter muito equipamento se não tem equipe. E não adianta ter equipe se não tiver equipamento. As coisas caminham lado a lado. Temos a perspectiva de receber mais 50 respiradores em comodato de um prestador de serviço. Estamos dialogando, pedindo contribuições. Um deles se comprometeu, se apalavrou a até o fim o mês trazer, em comodato, 50 respiradores novos e disponibilizar para a prefeitura”.

A expectativa do prefeito é alcançar uma estabilidade na taxa de ocupação de leitos de UTI de, no máximo, 60%. Dessa forma, ele diz que seria possível iniciar um plano de flexibilização das atividades econômicas. Desde março, vários estabelecimentos da capital baiana, como shoppings, cinemas e academias de ginástica, estão proibidos de abrir as portas. O decreto que impõe as medidas restritivas na cidade vence na próxima segunda-feira (15), quando ACM deverá anunciar a manutenção das medidas ou a criação de exceções para determinados setores.

“Ontem foi o dia que mais regulamos pacientes. Foi feito um mutirão entre governo do estado e prefeitura para esvaziar as UPAs. Quando isso ocorre, você tem aumento na taxa de ocupação. Se tiver tempo de espera maior nas UPAs, tem menor impacto na taxa de ocupação. O importante é que, depois de todo esse esforço, tenhamos uma perspectiva de taxa de ocupação na casa de 60%. Não chegamos a isso ainda, a essa estabilidade. Se tivermos 14 dias com taxa de ocupação máxima de 60%, começamos a respirar e ter perspectiva concreta de retomada de atividades. Ainda não chegamos a isso. Com a inserção de novos leitos, se não houver aumento na demanda por equipamentos hospitalares, a gente consegue”.

Segundo o último boletim da Secretaria de Saúde do estado (Sesab), Salvador registra 17.176 casos de coronavírus, com 640 mortes em decorrência da doença.

fonte: G1

Post Author: Redação

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