Bahia é derrotado pelo Corinthians

O Corinthians, em semana de pressão da torcida, venceu o Bahia por 2 a 1, na noite deste sábado, em Itaquera, em jogo recheado de polêmicas envolvendo o árbitro de vídeo. Vagner Love, de pênalti, e Clayson fizeram os gols do Timão, e Gilberto, também de pênalti, fez para o Tricolor, que não perdia há nove jogos.

O árbitro Dewson Freitas foi três vezes à cabine do VAR verificar a existências de penalidades que ele não havia marcado em campo – e anotou duas delas, uma para cada time. Para o comentarista de arbitragem Paulo César de Oliveira, o árbitro errou duas vezes (ao ignorar pênalti para o Bahia no primeiro tempo e ao dar pênalti para o Bahia no segundo tempo) e acertou uma (ao marcar pênalti para o Corinthians no primeiro tempo).

A vitória permitiu que o Corinthians dormisse no G-4. O Timão foi a 35 pontos, na quarta colocação, mas pode ser ultrapassado pelo Inter (que recebe a Chapecoense) neste domingo. O Bahia, com 31, é o sétimo.

O Bahia volta a campo pelo Brasileirão já na quarta-feira, contra o Botafogo, às 21h30, na Fonte Nova. O Corinthians joga pela próxima rodada só no dia 2 de outubro (visita a Chapecoense), já que tem o jogo de volta da Sul-Americana nesta quarta. Às 21h30, em Quito, visita o Independiente Del Valle e tenta buscar uma virada para chegar à decisão do torneio – depois de levar 2 a 0 em casa no duelo de ida.

Os árbitros de vídeo tiveram trabalho na partida. O primeiro lance envolvendo o VAR foi em um ataque do Bahia. Élder disparou e, marcado por Ralf, foi ao chão. Dewson Freitas não viu pênalti, mas depois foi orientado a checar o lance no monitor. Depois de rever a jogada, o árbitro manteve a decisão de não dar pênalti. Foi um erro, na avaliação do comentarista de arbitragem Paulo César de Oliveira, que identificou toque de Ralf no atacante do Bahia.

Ainda no primeiro tempo, Dewson teve que retornar à cabine do VAR, desta vez para analisar um possível pênalti a favor do Corinthians. Ralf cruzou da direita, e a bola bateu no braço de Juninho, zagueiro do Bahia. A revisão do lance convenceu o juiz de que foi pênalti. Para Paulo César Oliveira, o árbitro acertou: o braço de Juninho ampliou seu espaço de ação, configurando a irregularidade.

No segundo tempo, mais um lance polêmico, mais uma consulta no VAR. Gregore e Clayson tiveram um encontro na área, e o árbitro foi ao monitor analisar a jogada. E marcou pênalti para o Bahia. Para Paulo César de Oliveira, não houve pênalti.

O Corinthians começou melhor e, com oito minutos, mandou duas bolas na trave do Bahia, em duas jogadas envolvendo Pedrinho pela direita – Clayson e Sornoza acertaram o poste adversário. O time visitante, passado o susto inicial, conseguiu se equilibrar em campo e passou a também atacar o adversário. Em duas jogadas com a velocidade de Élber, o Bahia quase saiu na frente: um chute por cima do gol e depois uma arrancada que resultou em queda na área. Na opinião do comentarista de arbitragem Paulo César de Oliveira, foi pênalti de Ralf no lance. O árbitro Dewson Freitas mandou seguir, reviu o lance na cabine do VAR e manteve a decisão de não dar pênalti. Pouco depois, Ralf foi ao ataque e mandou o cruzamento, mas a bola bateu no braço de Juninho, zagueiro do Bahia. Dewson, novamente, mandou seguir, mas depois reviu no monitor e marcou o pênalti. Vagner Love cobrou e fez.

O Bahia começou o segundo tempo como dono da bola, avançando gradativamente em campo, tentando encaixotar o Corinthians em seu campo de defesa – enquanto o Timão parecia à espreita de um contra-ataque para chegar ao segundo gol. Em um dos ataques, o Tricolor pediu pênalti de Clayson em Gregore, e a arbitragem, após consulta ao VAR, marcou. Gilberto cobrou e empatou o jogo. Fábio Carille prontamente chamou Jadson (e sacou Ramiro) para tentar retomar a liderança no placar. E deu certo. Quatro minutos depois, aos 29, Clayson recebeu lançamento, ganhou a dividida com Nino Paraíba e viu a bola, chorada, entrar no gol do Bahia, garantindo a vitória corintiana.

Confusão no final
Jogadores dos dois times se estranharam no fim do jogo. A confusão começou com Ralf e Moisés e se espalhou entre outros atletas.

fonte: GE

Post Author: Redação

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