Vitória começa returno com velhos problemas e em baixa com torcida

Não era com esses gritos da torcida que o Vitória esperava começar o segundo turno e tentar mudar a sua sorte na Série B do Campeonato Brasileiro. Em noite de atuação ruim contra o Botafogo-SP, a equipe mais lembrou os velhos problemas da primeira parte da competição que mostrou vida nova, nem deu esperança de que fará diferente na reta final da temporada. Em casa, só empatou pela terceira vez seguida e, até certo ponto, ficou barato, já que criou menos e viu o adversário chegar mais perto do gol [confira acima os melhores momentos do jogo].

O Vitória foi a campo com cinco mudanças em relação ao time que enfrentou o Coritiba na última rodada; algumas forçadas, outras por opção do técnico Carlos Amadeu. Felipe Gedoz e Baraka retornaram nos lugares de Capa e Léo Gomes. Já Matheus Rocha e Ronaldo ficaram com as vagas de Van e Martín, que estão machucados, enquanto Bruno Bispo substituiu o suspenso Everton Sena. E, de cara, o que se viu da equipe foi um primeiro tempo de pouca inspiração.

O Vitória terminou a etapa inicial com mais posse de bola (51.94% contra 48.06%), mas praticamente não incomodou o Botafogo-SP. Lento e com dificuldade na transição ofensiva, o Rubro-Negro sofreu para articular jogadas de frente. Apesar de se mexer e trocar de posição, a dupla de centroavantes formada por Jordy Caicedo e Anselmo Ramon não funcionou. Como defesa, também não recebeu um passe em condição de finalizar no gol.

Do outro lado, o Vitória correu riscos no primeiro tempo, principalmente na bola aérea do adversário. Foram 24 cruzamentos (nove certos) do Botafogo-SP, que chegou perto de marcar em algumas delas, seja tirando tinta da trave ou contando com boa defesa com os pés de Ronaldo. No final das contas, o primeiro tempo terminou com oito finalizações (três certas) para o Botafogo-SP, contra quatro (todas erradas) do Vitória.

Com tanta dificuldade, era natural que Carlos Amadeu mexesse na equipe no segundo tempo: no intervalo, trocou Jordy Caicedo para a entrada de Rodrigo Andrade, que não entrava em campo desde o fim de maio. A mudança fez o Vitória, de fato, ficar mais com a bola, mas o time ainda parecia perdido com com ela. Não chegou com jogadas trabalhadas, mas em chutes de longe, seja nas faltas de Felipe Gedoz ou em um chute de longe de Rodrigo Andrade. E a entrada de Felipe Garcia em seguida não mudou o panorama.

Pelo menos na defesa, não correu riscos na bola aérea – o Botafogo-SP só acertou um cruzamento na etapa final. Mas o Pantera continuou perigoso nos chutes de longe. E aí apareceu um dos poucos jogadores que se salvaram nesta noite: Ronaldo. Apesar de ainda ter problemas na saída do gol, o goleiro do Vitória foi bem quando exigido e, não fosse por ele, o resultado teria sido pior.

Ao final da partida, os jogadores viram o time numa “crescente” e fizeram questão de ressaltar que o Vitória ficou mais um jogo sem sofrer gols (o 5º nos últimos seis jogos), assim como o técnico Carlos Amadeu. Mas ainda é pouco para um time entrou na Série B buscando muito mais que lutar contra a queda para a Série C.

As vaias ao final da partida, tão comuns para o Vitória nesta temporada, refletem a situação delicada. Na próxima terça-feira, o time enfrenta um rival direto na luta contra o rebaixamento, o Vila Nova.

fonte: GE

Post Author: Redação

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