Homenagens a Iemanjá começam na sexta-feira

As celebrações em homenagem a Iemanjá, em Salvador, começam na manhã de sexta-feira (1º), no Rio Vermelho, com a abertura do Caramanchão, local onde são colocados os presentes para a Rainha do Mar. Os presentes podem ser deixados ao lado da Colônia de Pescadores Z1, próximo ao Largo de Santana, a partir das 7h. [Confira a programação completa abaixo]

A tradicional festa ocorre no sábado (2). No entanto, as celebrações se iniciam na véspera. A programação contará também com devotos que saúdam Oxum, orixá das águas doces, no Dique do Tororó, durante a madrugada.

A procissão para a entrega do presente no mar está prevista para a tarde do sábado, no Rio Vermelho.

A festa é marcada por apresentações de grupos culturais de dança e música pelas ruas do Rio Vermelho, que ficam tomadas por devotos e admirados da Rainha do Mar, que, normalmente, vestem azul e branco para homenageá-la. O mar tomado de rosas, principalmente as brancas, as preferidas de Iemanjá, também é uma característica da festa.

À tarde, bares e estabelecimentos situados no Rio Vermelho promovem eventos e oferecem pratos diversos, principalmente a tradicional feijoada.

Confira a programação:
Sexta-feira (1°)

7h – Abertura do Caramanchão
Sábado (2)

2h30 – Devotos saúdam Oxum, orixá das águas doces, no Dique do Tororó.

5h – Alvorada de fogos de artifício marca a chegada do presente principal ao Rio Vermelho.
Durante todo o dia, uma enorme fila se forma para a entrega dos presentes.

15h30 – Procissão para a entrega do presente no mar (que é mantido em segredo pela colônia de pescadores) e dos cerca de 600 balaios com oferendas depositadas pelos devotos e admiradores.

18h – Encerramento da festa. Entretanto, a parte profana segue até as 22h.
Proibições

A prefeitura alerta que das 20h de sexta-feira às 22h de sábado, 35 agentes da Secretaria de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur) atuarão na fiscalização do evento no Rio Vermelho.

Durante a festa, não será permitido nenhum tipo de faixa, placa, banner ou balão alusivos a marcas ou a políticos, no trecho que vai do Largo da Mariquita à praia da Paciência. Só são permitidas manifestações sociais, culturais ou artísticas, desde que não sejam afixadas em postes ou em qualquer outro imobiliário urbano.

Sustentabilidade
Campanhas de conscientização têm sido realizadas para a preservação do meio ambiente. Uma das correntes defende a não utilização de qualquer material para render homenagens à entidade no mar.

Já para quem deseja manter a tradição, a recomendação é de que as pessoas adotem presentes biodegradáveis, como uma forma também de preservar o meio ambiente – exemplos disso são flores naturais e despejo do perfume, sem jogar o frasco no mar.

História

A festa em homenagem a Iemanjá teve início em 1923, quando um grupo de 25 pescadores resolveu oferecer presentes à mãe das águas. Nesta época, os peixes estavam escassos no mar. Desde então, todos os anos os pescadores pedem a Iemanjá fartura de peixes e um mar tranquilo.

Conforme aponta a tradição dos povos iorubás, Iemanjá era a filha de Olokum, deus do mar. Ele a teria dado uma garrafa e recomendado que só abrisse em caso de necessidade. Um dia, em fuga de Okerê, o marido que a ofendeu, ela tropeçou na garrafa, que se quebrou, fazendo surgir um rio de águas tumultuadas que levou Iemanjá ao oceano. Desde então, a rainha das águas não voltou mais para a terra.

fonte: G1

Post Author: Redação

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