OLHEM A HIPOCRISIA …

Desde quando o Brasil precisa de um Bolsonaro para alastrar a violência?
As balas perdidas e os esfaqueamentos, violações de todos os níveis, assaltos e roubos, mortes e agressões de todas as ordens, começaram agora na campanha eleitoral ou vem nos últimos 15/20 anos devastando todo sentido de paz em qualquer rua, bar, esquina ou casa de alguém?

A culpa não seria do aumento populacional, perda de parâmetros éticos e morais, famílias destruídas por um modernismo alucinado, onde tudo pode e é permitido, estímulo do se dar bem a qualquer preço, institucionalização de uma corrupção desumana que oferece farelo com uma mão e com a outra, toma sem dó e piedade todos os direitos de base e sustentabilidade de uma sociedade, enriquecendo uma casta de políticos e puxa-sacos sanguessugas insaciáveis?

Faço um esforço imenso de não dar opinião, mas confesso que me é impossível ver os desmandos acontecendo debaixo de meu nariz e, ainda, tentar me convencer que nada realmente tenho com isso.

Como não me injuriar em ler ou ouvir verdadeiras falácias exploratórias de endeusamento de um partido que faliu o país, roubando descaradamente e abrindo espaço para o pobre comprar carro, TV e ir para a faculdade, enquanto dilacerava os recursos que propiciariam uma saúde de real qualidade, um ensino decente e uma infraestrutura digna, isso sem esquecer da violência, causa direta destas mazelas que proliferaram como rastilho de pólvora; e ainda usam os incautos, devotos ou alienados que continuam com uma miopia absurda crendo que a merda jamais chegará à sua porta ou de um filho.

Provavelmente, Jair Bolsonaro não represente o ideal de Presidente, pois falta a ele postura de estadista, mas e daí, por acaso esta seria a primeira vez em que apostaríamos numa mudança que nos trouxesse uma realidade menos crítica e vergonhosa aos padrões humanitários.

A maldade social que é estimulada em fakes idiotas , mas não menos danosos, que apresentam sulistas contra nordestinos em uma época em que o caos institucional abraçou a todos, corroendo nosso respeito cidadão já tão enfraquecido, num pouporri de besteiróis inimagináveis em mentes sadias, fazendo aflorar a arrogância e a ignorância do sentimento de frustração embutida em cada cidadão deste país, por compreender seu gigantismo em tamanho, beleza e riqueza e ver, sistematicamente, castas de fdp que se perpetuam roubando descaradamente cada possibilidade de real cidadania, pois abrem escolas pífias e contaminadas com o fel do separatismo, da incompetência e do maldito comunismo, que nada mais é do que a mais trágica, violenta e destruidora das ditaduras.

Nós, somente nós, somos responsáveis por esta violência sempre crescente, pois compactuamos com ela, seja reverberando, nos omitindo ou, o que é pior, por medo de pensar, analisar, comparar, buscando um mínimo de lógica nos absurdos lidos e ouvidos.

Se tudo está perfeito e ideal, por que reclamamos tanto?

Hospedemos em nossas casas o traficante que matou o nosso vizinho, acoitemos com o nosso silêncio e omissão a falta de remédio nos postos de saúde, a falta de leitos nos hospitais, a fome e a lama, o esgoto a céu aberto, bem próximo de nós, e o tudo mais que no mínimo deveriam nos afrontar e nos forçar a PENSAR, que afinal é de graça e só depende de nossa vontade pessoal.

E que não exige doutorado e nem riquezas bancárias…

Tomei horror de política partidária, nos moldes aqui praticados, pois embrutece e vicia, além de fortalecer a ignorância.

Sou Brasil e sou povo brasileiro, estejamos nós no nordeste, no sul ou em qualquer chão bendito do meu país.

Regina Carvalho, carioca, professora,
publicitária, filósofa social e colunista,
membro da Academia de Letras do Recôncavo.
Natural do Rio de Janeiro. 39 anos da vida dedicados
a escrever em jornais de Minas, Brasília e Bahia.
Locutora e diretora da Rádio Tupinambá, FM – Itaparica
e editora do Jornal Variedades – Itaparica – BA.